Tem um livro chamado “Go for No” que fala sobre a importância de buscar o “não”, e não apenas o “sim” nas vendas.

O foco é mudar a mentalidade à respeito do bloqueio que muitos vendedores tem sobre vendas. Afinal, muitos têm medo de prospectar e dar de cara na porta, por isso, deixam de vender e evoluir na carreira.

Enfim…

Uma das partes que mais ficou na minha cabeça é um trecho que dizia mais ou menos assim: “Pedi um biscoito pra minha mãe e ela disse não. Pedi de novo e ela disse não. Pedi de novo e ela me deu o biscoito.”

Simples assim.

Isso me lembrou de um cara que eu conheci que tocava guitarra absurdamente bem. Tipo, o cara fazia solos que arrepiavam. Já tocava há mais de 10 anos e tinha os melhores equipamentos e repertório de sobra.

Mas nunca tinha se apresentado pra ninguém fora do quarto dele.

Quando perguntei por que ele nunca tinha montado uma banda ou tocado em algum bar, a resposta foi a clássica: “Ah, ainda não tô pronto.”

Dez anos tocando e ainda não estava pronto.

Enquanto isso, um amigo dele que não chegava nem perto da sua técnica se apresentava todo fim de semana num barzinho da cidade. Não tocava nada extraordinário, mas estava lá, fazendo acontecer. E já ganhava um trocado com isso.

A diferença entre os dois era que um abria a boca, se jogava sem medo da rejeição, e o outro ficava esperando o momento perfeito que nunca chegava.

Quem não chora não mama.

Você pode ler isso e pensar “que desperdício de talento”. E é mesmo.

Mas antes de julgar, pensa comigo.

Quantos donos de negócio digital fazem exatamente a mesma coisa com seus clientes?

Têm uma lista com milhares de pessoas que já compraram. Gente que já confiou e já pagou.

E o que fazem com essa lista?

Nada. Ou quase nada.

Mandam um conteudozinho de vez em quando. Um lembrete aqui e ali. E ficam esperando que as vendas aconteçam sozinhas — como o guitarrista esperando estar pronto pra tocar pra alguém.

E alguns vão além: criam uma comunicação tão engessada e corporativa que afasta até quem estava disposto a comprar de novo. Como o músico que quando finalmente toca pra alguém, escolhe só música com uma técnica difícil que ninguém curte em vez de tocar algo que o público quer ouvir.

Aí quando as vendas não vêm, procuram a solução nos lugares errados. Compram mais um curso de tráfego ou entram num mastermind caro — como o guitarrista que compra mais um pedal achando que o problema é o equipamento.

A verdade é mais simples do que parece.

Se você tem uma lista de clientes e não está fazendo ofertas pra ela com regularidade, você está literalmente de boca fechada esperando ser alimentado.

Você não precisa de um novo funil nem de mais seguidores. Só precisa abrir a boca e falar com quem já está ali.

Manda um e-mail e faz uma oferta. Pergunta o que eles precisam. É só isso.

Quem não chora não mama. E quem não manda e-mail não vende.

Alan Chiapetta

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